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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Crianças que bebem refrigerantes demais tendem a ficar agressivas

Por José Eduardo Mendonça

Crianças que bebem refrigerantes demais tendem a ficar agressivas
Crianças que tomam refrigerantes tendem a estar em escalas mais altas de mensuração de comportamento agressivo, do que aquelas que não o fazem, de acordo com um novo estudo.

No entanto, sua principal autora adverte que o aumento pode não ser notável em crianças individuais, e que os pesquisadores não podem provar que refrigerantes causam mau comportamento. “Não é muito significativo clinicamente,” afirmou Shakira Suglia, da Faculdade Mailman de Saúde Pública da Universidade Columbia, em Nova York. Pesquisas anteriores de alguns dos autores do estudo encontraram ligações entre refrigerantes e comportamento agressivo, mas a conexão ainda não tinha sido examinada em crianças.

Nesta nova pesquisa, os cientistas utilizaram um estudo existente de mães e seus 2929 filhos em 20 grandes cidades americanas.

O estudo, que vai ser publicado no Journal of Pediatrics, mostra que agressão, problemas de atenção e retraimento estão todos associados ao consumo de refrigerantes.

As crianças que beberam quatro ou mais refrigerantes por dia exibiram uma probabilidade 100% maior de destruir coisas dos outros, se envolver em brigas e atacar pessoas fisicamente, informa o Just Means.

Frutas e verduras melhoram também a saúde mental

A quantidade que demonstrou o melhor impacto no bem-estar emocional dos participantes foi sete porções diárias

Frutas e verduras melhoram também a saúde mental
Uma pesquisa da Universidade de Warwick, na Inglaterra, relacionou o consumo de frutas e verduras ao bem-estar e à saúde mental. Os resultados sugerem que a quantidade recomendada desse tipo de alimento é de sete porções por dia para que o benefício seja alcançado. O artigo será publicado no periódico 

Participaram do estudo cerca de 80 mil britânicos, que responderam questões sobre seus hábitos alimentares e como se sentiam. Sarah Stewart-Brown, integrante do grupo de pesquisadores, explicou que o artigo reúne diversos estudos realizados, e todos tornaram possível a mesma conclusão: a quantidade de frutas e verduras que uma pessoa ingere tem impacto em sua saúde mental, além dos efeitos já conhecidos sobre bem-estar físico. O ápice do bem-estar foi encontrado em torno das sete porções diárias.

“Atualmente se recomenda na Grã-Bretanha o consumo de cinco porções diárias, que é a quantidade adequada para prevenir doenças cardíacas ou câncer, por exemplo, mas poucas pessoas têm pesquisado os efeitos de quantidades maiores”, disse Stewart-Brown.

A porção, para fins do estudo, é definida como uma quantidade de 80 gramas. Não foram estudados os efeitos individuais de algum tipo de fruta ou verdura, nem os períodos do dia em que o consumo é mais indicado. Sarah Stewart-Brown ressalta que esse tipo de pesquisa ainda não é realizada com frequência e que seria interessante desenvolvê-la em outros países. “Se você puder dizer às pessoas que além de fazer bem para a saúde, frutas e verduras farão com que elas se sintam melhor, é um incentivo a mais para que elas tenham hábitos saudáveis”, afirma a pesquisadora.

"Açúcar é a droga mais perigosa do nosso tempo", diz especialista

"Açúcar é a droga mais perigosa do nosso tempo", diz especialista
Para os apaixonados por doces, um alerta: “açúcar é a droga mais perigosa do nosso tempo”, de acordo com Paul van der Velpen, chefe do serviço de saúde de Amsterdã, na Holanda. Ele explica que o seu uso deve ser desencorajado porque é viciante e que os produtos açucarados deveriam vir com alertas de saúde, assim como os maços de cigarro. Os dados são do jornal Daily Mail.

Velpen afirmou que é "tão difícil de largar [o açúcar] quando o cigarro". Segundo ele, quando as pessoas comem gorduras e proteínas, param quando se sentem satisfeitas, mas, no caso do açúcar, ingerem por mais tempo, até que o estômago comece a doer.
Cada vez mais, hoje em dia, fala-se dos benefícios da alimentação viva, na qual se consomem alimentos vegetais em sua forma mais potente e exuberante, ou seja, sem que nenhum processo físico ou químico destrua ou diminua a ação de seus nutrientes, enzimas e elementos nutracêuticos. Nessa maneira de preparar a comida, que inclui sementes em plena germinação, que acrescentam grande vitalidade e poder à dieta, os sucos vivos ocupam um lugar de excelência.

Esses néctares da natureza são bebidas extremamente nutritivas, que podem substituir ou complementar uma refeição. Completos e abundantes em seu poder alimentar, realizam uma verdadeira limpeza e desintoxicação do organismo, revitalizando-o e melhorando sua energia e imunidade.

Para obter todas as suas vantagens nutricionais, mais que a combinação certa de ingredientes, é preciso conhecer as técnicas de prepará-los, que são simples, rápidas e acessíveis. Os sucos vivos são a maneira mais gostosa de ingerir folhas verdes, frutas, vegetais e fibras, as verdadeiras fontes de saúde, que promoverão uma grande revolução positiva no seu organismo.

Neste livro, você encontrará informações e receitas dos sucos que estão mudando a vida de milhares de pessoas, e descobrirá uma maneira mais saudável, mais natural e mais rica de interagir com sua alimentação e com sua saúde.
                                   

terça-feira, 26 de novembro de 2013


CURSO DE ARTE E DESIGN EM BAMBU




LIMPE OS SEUS RINS!

Os anos passam e os nossos rins filtram o sangue, remove o sal, veneno e qualquer indesejado que entra no nosso corpo. Com o tempo, o sal acumula e isso precisa se submeter a tratamentos de limpeza. Como é que vamos libertar-nos disso?

É muito fácil, primeiro lavar uma porção de salsa, limpar, depois cortá-la em pedaços pequenos e colocá-lo no liquidificador bater em um litro de água depois coloque numa panela, para ferver por dez minutos e deixe arrefecer, filtre e despeje numa garrafa limpa, mantê-lo dentro da geladeira para esfriar.

Beber um copo por dia e vai notar que todo o sal e outro veneno acumulado vão sair dos seus rins, por micção, também vai notar a diferença que nunca sentiu antes.

Salsa é conhecida como a melhor limpeza de tratamento para os rins e é natural. indique para alguém que tem problemas renais....compartilhe isso faça a diferença na vida de alguem..!
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quarta-feira, 12 de junho de 2013






SUPER PROMOÇÃO SUPER PROMOÇÃO E SÓ PARA ESSE FINAL DE SEMANA ,40 REAIS RAFTING ITAOCARA, PASSEIO DE BOTE te proporciona um fabuloso encontro com a natureza, com trajetos de corredeiras, matas ainda intocáveis e muita descontração e adrenalina.
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CÓDIGO FLORESTAL: ‘AGORA APOSTAM NA INEFICIÊNCIA DO ESTADO PARA DIZER QUE A NOVA LEI TAMBÉM É IMPOSSÍVEL DE SER CUMPRIDA’. ENTREVISTA COM ANDRÉ LIMA

“CHEGA DESSE PAPO DE VIÚVOS DO CÓDIGO FLORESTAL. AGORA TEMOS QUE MONITORAR O QUE VAI ACONTECER E INCIDIR SOBRE SUA APLICAÇÃO, PARA EVITAR MAIS RETROCESSOS E TENTARMOS GARANTIR ALGUNS AVANÇOS COM O CADASTRO AMBIENTAL RURAL – CAR E OS PROGRAMAS DE REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL – PRA”, ADVERTE O ADVOGADO.
“Precisamos acordar para o fato de que esse debate do Código Florestal é revelador não somente de uma crise política entre governo com parte de sua base, mas, sobretudo, de uma vulnerabilidade forte da nossa economia reprimarizada, pautada num modelo intenso em uso de recursos naturais e emissões de CO2 e poluentes, ou no que vem se convencionando chamar de neodesenvolvimentismo, um misto de investimentos públicos em grandes obras de infraestrutura e que favorecem o setor privado, com um misto de políticas sociais”. A declaração é de André Lima, ao comentar o primeiro ano de publicação do novo Código Florestal, instituído em 25 de maio de 2012. De acordo com Lima, apesar de ter se passado um ano desde a promulgação da lei, o que existe é “somente um decreto genérico que precisa ser detalhado para definir o Cadastro Ambiental Rural – CAR. O CAR é o principal instrumento para a adesão aos Programas de Regularização Ambiental – PRA. Sem a definição clara de como irá funcionar não tem como colocar em prática a nova lei”, informa na entrevista a seguir concedida à IHU On-Line por e-mail.
Entre as dificuldades para implantar a nova lei, Lima destaca um “desafio de grandeza continental” no que se refere à situação dos órgãos ambientais, que “infelizmente ainda é muito diversa e precária”. Na avaliação dele, “a nova lei avançou pouco, mas institucionalmente avançamos menos ainda. Os setores econômicos mais intensivos em uso de recursos naturais (dentre eles o agropecuário) reclamam dos ‘gargalos ambientais’, mas absolutamente nada fazem para demandar dos governadores e demais tomadores de decisão mais infraestrutura e mais recursos humanos e financeiros para os órgãos ambientais. Eu digo sem nenhum receio que esse é um dos grandes problemas que ainda teremos que enfrentar pelos próximos anos”.
André Lima é advogado formado pela Universidade de São Paulo – USP, assessor de políticas públicas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia e consultor jurídico da Fundação SOS Mata Atlântica.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Quais as razões do atraso da implementação da Lei Federal n. 12.651?
André Lima – O prazo para publicação do Decreto foi 26 de maio e, passado o primeiro ano, temos somente um decreto genérico que precisa ser detalhado para definir o Cadastro Ambiental Rural – CAR. O CAR é o principal instrumento para a adesão aos Programas de Regularização Ambiental – PRA. Sem a definição clara de como irá funcionar não tem como colocar em prática a nova lei. O problema é que o sistema do governo federal ainda está sendo concluído, e os estados até agora pouco ou nada fizeram para se preparar adequadamente para operar o novo sistema.
Temos um desafio de grandeza continental e precisamos considerar que no Brasil a situação dos órgãos ambientais infelizmente ainda é muito diversa e precária. Em alguns casos é ainda praticamente inexistente.
Melhoramos muito se compararmos com 10 anos atrás, mas estamos muito atrasados considerando a demanda existente e apresentada pela nova lei. A verdade é que a nova legislação avançou pouco, mas institucionalmente avançamos menos ainda. Os setores econômicos mais intensivos em uso de recursos naturais (dentre eles o agropecuário) reclamam dos “gargalos ambientais”, mas absolutamente nada fazem para demandar dos governadores e demais tomadores de decisão mais infraestrutura e mais recursos humanos e financeiros para os órgãos ambientais. Eu digo sem nenhum receio que esse é um dos grandes problemas que ainda teremos que enfrentar pelos próximos anos.
IHU On-Line – Diante deste atraso, o que é possível dizer acerca da pressa de aprovar a legislação há um ano?
André Lima – Na verdade, os produtores rurais mais atrasados conseguiram (ao pautar o governo nas negociações) o que queriam, pois as multas e as ações judiciais que cobravam recuperação das áreas degradadas antes de julho de 2008 estão totalmente paralisadas. Portanto, não há mais pressa por parte deles. Então, a lei resolveu (por um tempo) seu problema e agora apostam na ineficiência do Estado para dizer que esta nova lei também é impossível de ser cumprida.
Não me surpreenderei se em alguns meses houver nova investida ruralista (como já está tendo por parte de alguns parlamentares mais atrasados do setor, por exemplo, o deputado Collato) contra a legislação no intuito de “atualizá-la” ou “adequá-la” à nova realidade. Considerem que o Senado está para votar um projeto de lei que autoriza o uso de áreas desmatadas na Amazônia para plantio de cana-de-açúcar. Considerem que entre 2008 e 2012 foram desmatados na Amazônia algo em torno de 2,5 milhões de hectares sobre os quais haverá uma disputa muito grande. O poder público, pela nova lei florestal, tem o dever de embargar seu uso e o setor deve querer incorporá-lo para viabilizar suas estratégias de aumento de produção, de avanço da fronteira da cana para Amazônia, Cerrado e Pantanal.
Estamos vivendo ainda em boa parte da Amazônia e do Cerrado a dinâmica de fronteira e o Estado muitas vezes tem chegado atrasado. Exceto quando cria unidades de conservação ou reconhece Terras Indígenas. Mas estamos vivendo também no Congresso Nacional iniciativa para limitar o poder do Executivo para fazê-lo. A PEC 215, que está na pauta de prioridades dos ruralistas, pretende decepar o único instrumento ágil que o governo tem de chegar antes da ilegalidade, da especulação e da grilagem de terras na Amazônia. Então, o que podemos dizer é que o Congresso Nacional, com boa carga de leniência do governo, que patina com sua base aliada, está pautando a agenda socioambiental pela lógica ruralista.
IHU On-Line – Uma das críticas ao Código Florestal diz respeito aos Programas de Regularização Ambiental – PRA, os quais não foram aprovados. Quais as razões?
André Lima – Um misto de desinteresse com falta de norte para sua implementação. Alguns estados entendem que o PRA é somente um decreto que diz qual o guichê, os prazos e que documentos um produtor rural deve apresentar para se regularizar, um tipo de passaporte da paz e alegria.
Na verdade, o PRA deve ser muito mais que isso. Deve ser o programa que indica quais áreas podem ou não ser consolidadas (desmatamentos ilegais anteriores a julho de 2008), considerando sua vulnerabilidade ambiental e sua adequação agrícola. E isso exigirá vontade política e determinação. Que parece que não há na grande maioria dos estados. Além disso, a lei permite o adiamento por mais um ano da publicação do PRA, e é isso o que deve acontecer na maioria dos estados, até pela própria letargia do governo federal que deveria dar o tom.
Teremos agora mais um ano para regulamentar a lei nos estados. E enquanto isso tudo fica como está. Não deixa de ser um tipo de insegurança jurídica.
IHU On-Line – Outra crítica diz respeito ao percentual de proprietários de terras que fizeram o CAR: menos de 5%. O que esse percentual revela? Nesse sentido, como vê a atuação dos estados nessa questão?
André Lima – Poucos são os estados que começaram de fato a implementar algo próximo ao que deva ser um bom CAR. Mato Grosso e Pará já iniciaram com muitos problemas. O primeiro há mais de 10 anos. Mas há ainda muitos problemas para resolver. Além disso, como disse acima, não parece haver interesse real em fazer a nova lei funcionar, pois isso implicará em obrigar parte dos proprietários a recuperar parte dos desmatamentos ilegais. Lembro que ano que vem é ano eleitoral, o que vai tornar essa agenda ainda mais politizada e de difícil implementação. E o prazo vencerá um mês antes de iniciar o período eleitoral. Quem não fizer agora terá essa espada sobre seu pescoço.
IHU On-Line – Em artigo recente, o senhor mencionou que o Ministério de Meio Ambiente recusou a proposta do instituto O Direito por um Planeta Verde e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) para a criação de um grupo assessor, no âmbito do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama, tendo em vista o acompanhamento e avaliação da implementação da nova lei. Quais as razões dessa rejeição e como o novo Código Florestal foi implementado ao longo do primeiro ano?
André Lima – A razão é que o Executivo está cedendo à pressão do Legislativo de tirar poderes do Conama nessa matéria. A nova lei reduziu significativamente as competências do Conama para regulamentar essa matéria. Agora, a competência do Conama é residual e o Executivo parece concordar com essa estratégia. Quisesse fortalecer o órgão, como tem sido o discurso da presidência do Conama, chamaria para si o papel de monitorar a implementação da lei, afinal o Conama é o órgão democrático e ali estão todos os setores.
Se examinarmos a composição do GT criado pela ministra, veremos que todos os órgãos convidados a compor o referido GT estão representados no Conama. Não faz sentido convidar uns e não outros. No entanto, isso significa um retrocesso evidente, pois para ser sustentável tem de ser democrático. Não existe sustentabilidade sem democracia, que também se faz pela forma participativa.
Democracia não é só no Congresso Nacional nem em GTs em que se convida quem se quer, ou só os amigos. Isso é aparelhar o Estado. As instâncias legítimas existem para isso. Esse é o papel do Conama. Parece que este governo é tão sustentável quanto democrático. Flexibilizou na lei para atender o reclamo ruralista e reduziu a intensidade democrática com que essa lei é implementada e deve ser monitorada. A ministra respondeu à nossa solicitação com a criação por portaria de um GT. Embora seja importante esse GT, trata-se de um instrumento precário, pois a qualquer momento uma portaria pode ser revogada por outra. Se esse grupo de fato puser o dedo nas feridas, continuará existindo? Estamos demandando, através da representação que temos pelo IDPV, uma vaga no GT, vaga que é indicada pelas organizações ambientalistas no Conama. Queremos isso para que possamos dar à nossa contribuição. Desejamos virar a página.
Chega desse papo de viúvos do Código Florestal. Agora temos que monitorar o que vai acontecer e incidir sobre sua aplicação, para evitar mais retrocessos e tentarmos garantir alguns avanços com o CAR e os PRAs, tal como devem ser. Por isso criamos o Observatório do Código Florestal para abrir esse debate, que tem sido feito somente em gabinetes sem transparência e sem participação social.
IHU On-Line – Que aspectos da legislação devem ser implementados com mais urgência?
André Lima – É fundamental que os PRAs identifiquem as regiões e bacias hidrográficas onde a recuperação e a conservação de florestas e da vegetação nativa deverão acontecer com apoio e determinação do poder público e participação dos produtores rurais. A lei estabelece, por exemplo, que as APPs de imóveis com mais de 4 MF desmatadas antes de julho de 2008 possam variar de 20 até 100 metros e isso será definido pelos PRAs. Portanto, que seja definido. Por exemplo, Mato Grosso já adiantou que não quer nada além do mínimo. Mas há outras regiões e estados com governantes mais afinados com o desenvolvimento sustentável que sabem que o mínimo não atende sequer ao setor agropecuário. Também é importante que instrumentos de monitoramento público da implementação da lei sejam estabelecidos nos estados. Enfim, teremos muito trabalho nos próximos 3 a 4 anos. Além disso, os instrumentos econômicos precisam ser colocados em prática.
IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?
André Lima – Reforço a importância de a sociedade organizada acompanhar de perto nos estados a implementação da nova lei. Além disso, preocupa-nos muito a forte agenda de desregulamentação e retrocessos na área ambiental em curso, sob a liderança ruralista e a leniência do governo Dilma.
Além do Código Florestal, do sistema de criação de unidades de conservação e terras indígenas, agora tem também um projeto de lei que trata das áreas de entorno de unidades de conservação.
Os projetos relacionados à mineração e o licenciamento ambiental também serão objeto de rediscussão.
Precisamos acordar para o fato de que esse debate do Código Florestal é revelador não somente de uma crise política entre governo com parte de sua base, mas, sobretudo, de uma vulnerabilidade forte da nossa economia reprimarizada, pautada num modelo intenso em uso de recursos naturais e emissões de CO2 e poluentes, ou no que vem se convencionando chamar de neodesenvolvimentismo, um misto de investimentos públicos em grandes obras de infraestrutura e que favorecem o setor privado, com um misto de políticas sociais.
O Brasil pode muito mais do que simplesmente se contentar em tornar-se o grande celeiro do mundo para alimentar porcos e vacas na Europa ou na Ásia.
Fonte: (Ecodebate, 10/06/2013) publicado pela IHU On-line, parceira estratégica do EcoDebate